Bom, como
articular e expressar esse pensamento em palavras, sem soar machista e
reaça...Acho que é simples: todo apoio ao direito das mulheres sobre o corpo
delas. A questão que me incomoda, com esse ciclo e repetição interminável de
jovens pop stars, arianas, estadunidenses e cabeças de vento se auto afirmando
como "mulheres" ou seja lá que diabos que elas queiram fazer, é
simplesmente o caráter cíclico desse fenômeno (justamente, também, um
reflexo da cultura conservadora e puritana dos norte-americanos que torna isso
vendável por chocar o falso moralismo) e o oportunismo das pessoas que tentam
comercializar um tipo de sexualidade ou modo de ser.
O que me incomoda é todo esse gasto de latim com um enlatado
gringo, além das repetições em torno dele. A mocinha usa alguma roupa curta e
faz uma dancinha sensual. Os conservadores soltam suas pérolas misóginas de
sempre. As pessoas de esquerda refutam as baboseiras dos conservadores (o que é
legítimo). Tudo isso por que um(a) empresári@ pensou em comercializar a
sexualidade alheia e hipersexualizar alguém mal saída da adolescência. Apesar
de não necessariamente elas serem pobres vítimas exploradas, por que também
enchem, com o perdão da palavra, o toba de dinheiro difundindo um padrão irreal
de beleza e hipersexualizando crianças e adolescentes (mas é claro que a
indústria do entretenimento com certeza é responsável por tão frequentemente
deformar as personalidades de crianças e jovens e produzir adultos
disfuncionais vide Michael Jackson, River Phoenix e Britney Spears).