quarta-feira, 11 de junho de 2014

Repetições

Bom, como articular e expressar esse pensamento em palavras, sem soar machista e reaça...Acho que é simples: todo apoio ao direito das mulheres sobre o corpo delas. A questão que me incomoda, com esse ciclo e repetição interminável de jovens pop stars, arianas, estadunidenses e cabeças de vento se auto afirmando como "mulheres" ou seja lá que diabos que elas queiram fazer, é simplesmente o caráter cíclico desse fenômeno (justamente, também, um reflexo da cultura conservadora e puritana dos norte-americanos que torna isso vendável por chocar o falso moralismo) e o oportunismo das pessoas que tentam comercializar um tipo de sexualidade ou modo de ser. 

O que me incomoda é todo esse gasto de latim com um enlatado gringo, além das repetições em torno dele. A mocinha usa alguma roupa curta e faz uma dancinha sensual. Os conservadores soltam suas pérolas misóginas de sempre. As pessoas de esquerda refutam as baboseiras dos conservadores (o que é legítimo). Tudo isso por que um(a) empresári@ pensou em comercializar a sexualidade alheia e hipersexualizar alguém mal saída da adolescência. Apesar de não necessariamente elas serem pobres vítimas exploradas, por que também enchem, com o perdão da palavra, o toba de dinheiro difundindo um padrão irreal de beleza e hipersexualizando crianças e adolescentes (mas é claro que a indústria do entretenimento com certeza é responsável por tão frequentemente deformar as personalidades de crianças e jovens e produzir adultos disfuncionais vide Michael Jackson, River Phoenix e Britney Spears).