terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Já sou um velho rabugento. Ao menos não acredito em amigo imaginário de adulto

  • Perdi 2 horas da minha vida em um ônibus enquanto ele transitava ao longo do cocô quilométrico que o Duciomar e Zenaldo fizeram ao longo da Augusto Montenegro. Enquanto sentava lá, lembrei do que uma arquiteta pop disse: sobre a necessidade de grandes obras na cidade adotarem medidas para diminuir o impacto da construção, na região planejada. Antes disso, tinha lido uma pichação que reclamava ao Zenaldo e Jatene por mais asfalto. É sintomático da nossa cultura política, mesmo que você desconte o número significativo de gente que não acredita na "democracia" representativa burguesa, ainda assim, boa parte da população é reaça, alienada e apoiadora de projetos neoliberais. Prevejo que ano que vem esse cabeçudo playboy filhote da ditadura vai se reeleger, isso se não for o policial barra traficante. Depois vem um pastor fundamentalista que vai privatizar tudo. Entregar tudo pra iniciativa privada, por uma boa comissão para ele e seus correligionários, como fizeram FHC e Serra.
    O problema é que a única coisa é que não vai ser privatizada são os cus, ah não! Vão ser bem fiscalizados! Todo mundo sabe. É claro que quando os religiosos não estiverem ocupados batendo em suas mulheres, abusando e estuprando crianças e adolescentes ou difundindo discurso de ódio contra gays, religiões afro brasileiras ou o que der na telha de Malafaias alucinados e babões. A questão é que, e me desculpem por isso amiguinhos religiosos, eu tenho uma dificuldade enorme de diferenciar fundamentalismos de religiões monoteístas hegemônicas. Mesmo com um papa latino americano carismático, não limpa os bilhões toneladas de sangue que igreja Católica derramou e ainda vai derramar. Não é atoa que o hermano teve o desplante de afirmar "perdoa" as mulheres que abortaram. PQP.. Enquanto isso, aproveite e continue a proteger os sacerdotes pedófilos e pregar uma visão de sexo, família e mundo bastante ultrapassada. Enfim...divaguei. Feliz ano velho!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Concurso SEDUC MA 2015

Me inscrevi pro concurso da SEDUC do MA, lá vai grana de inscrição, transporte, comida e estadia. Na correria de concursos, problemas, tretas e outras coisas mais, não me toquei que, de forma absolutamente injusta, metade dos pontos do concurso são pra títulos. Ou seja, se você tiver aguentado 2 anos, em uma faculdade fundo de quintal, de assédio moral e as bolas/vagina de um(a) orientador(a) na sua goela, e não se sair muito mal na prova objetiva, o cargo é seu.
Enquanto caminhava pela rua, isso me entristeceu e ia me deixando puto conforme caminhava e olhava as pessoas ao redor. Depois parei pra refletir sobre essa situação. Por que essa exigência descabida? Bom, não precisa ser um gênio pra sacar o porquê de você estar sendo espoliado, palavra bonita pra enrabamento sem ky, beijinho, carinho e preliminares, POLÍTICA: quando o governador for se reeleger, ele pode dizer, "meus queridos, entupi as salas de aula com mestres e doutores (não sei bem o que a academia prepara alguém para lecionar em uma escola, tendo em vista que saber escolar e acadêmico tem funções, intencionalidades e lógicas distintas) despreparados e infelizes, claro, quem não ficaria triste, aguentar 2 ou 6 anos de culhões ou pepekas megalomanas em sua goela e não poder retribuir isso em uma ambiente insano e irracional que é a nossa bela, elitista e racista academia?!".
Pois é, fiquei menos puto, talvez seja pela racionalização ou por que mais ou menos já tirei ou meu da reta. Vida que segue, como diz uma amiga velha chata.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Tradições pagãs europeias ocidentais


Depois da despedida com minha namorada no shopping C., procurei a direção do tobogã do Duciomar. Subi uma escada e perguntei onde ficava o dito cujo para um guarda, ele não me entendeu, então falei que era o troço para cruzar a br, ele me olhou com uma cara feia e me deu as direções, nossas vidas nunca mais vão se encontrar, eu acho.
Enquanto cruzava aquele monumento ao absurdo, pensei nos milhões desviados pelo Duciomar, PSDB e Cia. e lembrei de uma mulher grávida (ou com uma doença grave) dormia ou estava desfalecida na calçada. Agora penso no nosso poder público escroto e em nossa cultura política mais débil ainda (*calma, meu confrade classe média, porém bunda mole e reaça, o problema não são os impostos excessivos ou o Bolsa Família e muito menos as Cotas sociais e raciais) e me pergunto se o ônibus não deveria ter parado e nos não deveríamos ter ajudado um ser humano como nós? Me pergunto se o mundo não deveria ter parado naquele momento e se a humanidade não é um erro. Lembro que o comediante Louis C.K relatou que a 1° vez que uma parente dele visitou Nova York, ela se chocou com um morador de rua, sentado na calçada, se ajoelhou ao lado dele e disse “Senhor, o você precisa de ajuda?”, e ele contou bem ironicamente para a plateia como teve que explicar para ela que em metrópoles o modo correto de levar a vida é a apatia e a indiferença em relação aos nossos semelhantes.
Sabe de uma coisa coleguinhas, muita gente achar esse texto meloso ou coisa de petralha. Porém, sei que não estou só nessa indignação e espero nunca perdê-la. Em duas notas mais alegres para animar esse texto "downer": em um mundo opressor sempre existirão vozes dissonantes ou mesmo pessoas destemidas que darão suas vidas pela dignidade humana e em prol de uma de sociedadmais igualitária
Eu atravessei aquela ponte de sangue e sofrimento para adotar o Tucupi, meu gatinho.

P.s: Te amo Keylla Cileny Gomes da Paixão, você é uma das poucas pessoas me mantendo são nesse ano maldito.
P.s2: Enquanto escrevia isso, chovia, a água escorria dos telhados, o lixo escorria pela sarjeta como uma metáfora barata que eu sentia. Agora almocei o céu clareou, o vento bate, estou de estômago cheio, ia falar da hipocrisia dos cristãos, mas prefiro lembrar que pessoas de inúmeras origens estão cometendo crueldades agora. Nossos papeis que interpretamos para sobreviver ou para nos defender, pelo menos vamos tentar causar menor quantidade de danos ao longo do caminho.