quinta-feira, 14 de maio de 2015

Humanos

Eu andei pensando nas últimas coisas que fiz antes de perder pessoas próximas ou dias felizes que passamos juntos. Vendo tv enquanto alguém dava seus últimos suspiros; embriagado em um festival cultural; indo comprar cerveja para ver um jogo do Brasil; buscando alguém para um almoço em família.
Eu deveria dizer alguma merda requentada sobre a condição humana, mas não tenho estômago para botar os clichês de filmes e séries em escrito, ao menos não conscientemente. Sofremos, o tempo passa e esquecemos boa parte do sofrimento, reconstruimos uma rotina. Se bem que não sou tão cinzento assim, acho que parte desse sofrimento se transforma em algo da nossa escolha.
Condição humana, etc e tal, minha primeira namorada me fez pensar em como não controlamos nada e o quanto isso é assustador. Não vou ser uma dessas pessoas que diz não temer o porvir, mas ainda assim gosto de olhar as pessoas, suas expressões e tentar ler o que existe por trás de um sorriso cordial, talvez algum monstro se esconda por trás da cordialidade. Olho outra pessoa e imagino que aquelas rugas e olhar distante seja uma profundidade fruto de uma vida sobrevivendo à provações. Aí vi um menino tentando fazer uma maquina de café quebrada, eu sabia que estava quebrada, e isso me fez sorrir, não sei por que.

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