Resolvi
escrever sobre a minha experiência com bullying para incentivar as pessoas que
pretendem ser educadoras a refletirem sobre o assunto com mais seriedade e
menos preconceito. Bullying é uma
discussão relativamente nova no Brasil e meio que virou moda na mídia talvez
por agora prejudicar pessoas que importam pra ela (de classes altas), mas de maneira alguma pode ser reduzida a “histeria
de classe média” ou “frescura de gente melindrosa” como já ouvi falarem no Facebook,
inclusive, pasmem, professores!
Bom,
como alguém que já sofreu, ênfase no sofreu, na pele com isso desde a 5ª série
do fundamental ao 3º ano do ensino médio, além disso, teve o seu
desenvolvimento (social, emocional e acadêmico) prejudicado por isso, não acho
que violência física ou verbal podem ser naturalizadas como “brincadeira de
criança e adolescente”. Não acho que
isso serve para incluir ninguém em um grupo ou que seja correto encarar o dano
que isso pode causar a autoestima e ao bem estar de uma pessoa como bobagem. É
muito assustador e deprimente pessoas que querem trabalhar com Educação (não
digo educadores por que acredito que isso é uma função mais profunda em que a
maioria dos professores não se encaixam) reproduzirem senso comum e
conservadorismo por consistir em uma contradição imensa com o seu papel social.
Há 30 anos atrás, piadas racistas também eram
encaradas como algo “normal” e inofensivo, mas graças as conquista de vários
segmentos da sociedade e movimentos sociais o racismo foi criminalizado e hoje
em dia já é visto pelo que realmente é: com algo inaceitável e repulsivo.
Mas
nem tudo são flores, hoje no Brasil ainda existem centenas de grupos neonazistas
e casos de violência contra negros, pardos, nordestinos, homossexuais,
marginalizados entre outros. Fora os altos índices de violência contra a
mulher. Ainda é necessária a legislação criminalizando outras formas de discriminação,
como a homofobia. O preconceito ainda precisa ser combatido e a nossa
mentalidade precisa mudar e é o grande papel do Educador incentivar essa
mudança e, principalmente, ser parte dela.
Me entristece ver colegas de curso apoiando hospedando o conservadorismo dentro de si e reproduzindo o senso comum. Se lembrando de forma saudosista dos bons tempos em que se podia agredir e oprimir os seus colegas de classe sem medo de repressão. Acho que é uma postura extremamente míope não perceber que os nossos alunos e as pessoas em geral são extremamente diferentes entre si em termos de sensibilidade, formas de inteligência e de aprendizagem e que permitir ou contribuir para que a sala de aula se torne um ambiente hostil é uma irresponsabilidade monstruosa dos professores. Acredito que o Bullying também é algo nocivo dentro do ambiente escolar e em outros espaços, não podemos naturalizar esses nossos conceitos e nos ausentarmos da discussão e reflexão. É sim algo que precisa ser erradicado. Não é engraçado, não é inofensivo e, acima de tudo, não é justo.
Me entristece ver colegas de curso apoiando hospedando o conservadorismo dentro de si e reproduzindo o senso comum. Se lembrando de forma saudosista dos bons tempos em que se podia agredir e oprimir os seus colegas de classe sem medo de repressão. Acho que é uma postura extremamente míope não perceber que os nossos alunos e as pessoas em geral são extremamente diferentes entre si em termos de sensibilidade, formas de inteligência e de aprendizagem e que permitir ou contribuir para que a sala de aula se torne um ambiente hostil é uma irresponsabilidade monstruosa dos professores. Acredito que o Bullying também é algo nocivo dentro do ambiente escolar e em outros espaços, não podemos naturalizar esses nossos conceitos e nos ausentarmos da discussão e reflexão. É sim algo que precisa ser erradicado. Não é engraçado, não é inofensivo e, acima de tudo, não é justo.
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