Os governistas geralmente apelidam
a velha mídia, especialmente a rede Globo, de P.I.G. (partido da imprensa
golpista) em vista da cobertura desproporcional para o mensalão em comparação
com os escândalos do PSDB. No entanto, vendo essa edição do “Esquenta”, não
posso deixar de questionar essa visão sobre a mídia, por que sobre a guerra às
drogas que na verdade é a guerra aos pobres e aos pretos, essa mídia é uma
grande entusiasta e apoiadora dessa política.
Outro elefante que eles tentam esconder de baixo do tapete é a PM, mesmo enfeitando um auditório de camisas brancas (a marca de organizações despolitizadas e massas de manobra) e produzindo discursos genéricos sobre a “violência” e que a solução para esse problema é a “educação” (que educação é essa? Pública, gratuita, universal e de qualidade não deve ser, por que a imprensa, especialmente a Globo, lucrou os tubos apoiando a implementação das políticas neoliberais do PSDB), esse discurso pode enganar os ingênuos ou incautos, mas eu me lembro que quem matou o Douglas, o Amarildo, a Cláudia Silva Ferreira e outros milhares de pretos e pobres inocentes, ou não, foi a PM e não um conceito abstrato, tanto faz como eles queiram chamar. Não me esqueci do histórico desses diversos veículos de comunicação: sempre criminalizaram movimentos sociais, lutas populares e da classe trabalhadora. Não me esqueci que a Globo demorou uma semana para noticiar o desaparecimento do Amarildo e só o fez por que o barulho que as pessoas faziam na rua estava ficando alto demais e era constrangedor seguir ignorando-as.
Outro elefante que eles tentam esconder de baixo do tapete é a PM, mesmo enfeitando um auditório de camisas brancas (a marca de organizações despolitizadas e massas de manobra) e produzindo discursos genéricos sobre a “violência” e que a solução para esse problema é a “educação” (que educação é essa? Pública, gratuita, universal e de qualidade não deve ser, por que a imprensa, especialmente a Globo, lucrou os tubos apoiando a implementação das políticas neoliberais do PSDB), esse discurso pode enganar os ingênuos ou incautos, mas eu me lembro que quem matou o Douglas, o Amarildo, a Cláudia Silva Ferreira e outros milhares de pretos e pobres inocentes, ou não, foi a PM e não um conceito abstrato, tanto faz como eles queiram chamar. Não me esqueci do histórico desses diversos veículos de comunicação: sempre criminalizaram movimentos sociais, lutas populares e da classe trabalhadora. Não me esqueci que a Globo demorou uma semana para noticiar o desaparecimento do Amarildo e só o fez por que o barulho que as pessoas faziam na rua estava ficando alto demais e era constrangedor seguir ignorando-as.
Outro ponto interessante desse
evento foi o fato da emissora chamar majoritariamente pessoas brancas para
falar sobre o racismo e a segregação que a população negra sofre no Brasil. O
que foi uma espécie de “black face” (gênero de comédia racista em que uma
pessoa branca pinta o rosto de negro) séria, mas não menos racista. Não existem
intelectuais, atores, representantes de movimentos sociais e políticos negros?!
Bom, não era de se espantar, o que esperar de uma emissora conservadora e
racista que reserva para os negros os papéis de empregados domésticos ou
bandidos nas novelas e que retrata um Brasil de gente de classe média alta ou
rica e ariana?!
Eu respeito o luto das famílias
que tiveram entes queridos assassinados pela PM. Acredito que esse é o momento
de exigir a desmilitarização da PM, o fim da guerra às drogas e o fim do
oligopólio da mídia, pela democratização da comunicação.
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