sábado, 25 de janeiro de 2014

Noam Chomsky: O tipo de Anarquismo que eu acredito e qual o problema com os Libertarianos *

O Anarquismo "presume que o ônus da prova para qualquer um em uma posição de poder e autoridade pesa sobre eles" explica Chomsky.

O seguinte é o texto adaptado de uma entrevista que apareceu primeiro na revista Modern Sucess. Tantas coisas foram escritas sobre e discutidas pelo professor Chomsky, foi um desafio pensar em qualquer coisa nova para perguntar a ele: com o avô que você não consegue pensar em nada para dar de presente de Natal por que eles já têm tudo. Então eu decidi ser um pouco egoísta e perguntar a ele o que eu sempre quis perguntar. Como um anarquista franco, real e em carne e osso, eu queria saber como ele pôde se alinhar com uma posição tão polêmica e marginal  
Michael S. Wilson: Você é, entre muitas outras coisas, um anarquista auto-descrito – um anarcosindicalista especificamente. A maioria das pessoas pensa em anarquistas como punks marginalizados atirando pedras em vidraças de lojas, ou homens mascarados atirando bombas em formato de bolas em industriais gordos. Essa é uma visão precisa? O que é a anarquia para você?
Noam Chomsky: Bom, anarquismo é, aos meus olhos, basicamente um tipo de tendência no pensamento humano, a qual se apresenta em diferentes formas, em diferentes circunstâncias e tem algumas características principais. Primeiramente é uma tendência que suspeita e é cética à dominação, autoridade e hierarquia. Ela busca estruturas de hierarquia e dominação na vida humana sobre todos os âmbitos, se estendendo de, digamos, famílias patriarcais para, digamos, sistemas imperiais e questiona se esses sistemas são justificados. Ela presume que o ônus da prova para qualquer um em uma posição de poder e autoridade pesa sobre eles. A sua autoridade não é auto-justificável. Eles têm que dar uma razão para ela, uma justificação. E se eles não podem justificar essa autoridade, poder e controle, o que geralmente é o caso, então a autoridade deveria ser desmantelada e substituída por algo mais livre e justo. E, como eu a compreende, anarquia é somente essa tendência. Ela toma diferentes formas em tempos diferentes.
Anarco-sindicalismo é uma variedade particular de anarquismo que se preocupava, primeiramente, mas não somente, mas primeiramente com o controle sobre o trabalho, sobre o ambiente de trabalho e sobre a produção. Ele tomava como certo (it took for granted) que os trabalhadores deveriam controlar o seu próprio trabalho e suas condições, que eles deveriam controlar as empresas em que trabalhavam, junto com as comunidades, para que eles ficassem associados uns aos outros em associações livres. Uma democracia desse tipo deveria representar os elementos fundacionais de uma sociedade geral mais livre. E então, você sabe, ideias são desenvolvidas sobre como exatamente isso deveria se manifestar, mas eu penso que isso é o núcleo do pensamento anarco-sindicalista. Quer dizer, não tem nada a ver com a imagem geral que você descreveu - pessoas correndo pelas ruas, você sabe, quebrando vidraças de lojas- mas [o anarco-sindicalismo] é uma concepção de uma sociedade muito organizada, mas organizada a partir de baixo por participação direta em cada nível, com o mínimo de controle e dominação quanto for possível, talvez nenhum.      
Wilson:  Com o aparente declínio em andamento do estado capitalista, muitas pessoas estão procurando  por outras formas de serem bem sucedidas, de seguirem com a vida delas e eu estava pensando o que você  diria que anarquia e sindicalismo tem a oferecer, coisas que outras ideias - digamos, por exemplo, socialismo de estado - falharam em oferecer? Por que nós deveríamos escolher anarquia, em oposição a, digamos, libertarianismo?
Chomsky:  Bom, o que é chamado de libertariano nos Estados Unidos, o que é um fenômeno especial dos EUA, não existe realmente em nenhum outro lugar - um pouco na Inglaterra- permite um nível muito alto de autoridade e dominação, mas nas mãos do poder privado: então o poder privado deveria ser liberado para fazer o que preferir. A suposição é que por algum tipo de mágica, poder privado concentrado irá levar a uma sociedade mais livre e justa. Na verdade, isso já foi acreditado no passado. Adam Smith por exemple, um dos principais argumentos para os mercados era a alegação de que sob as condições de perfeita liberdade, mercados iriam levar à perfeita igualdade. Bom, nós não temos que falar sobre isso! Esse tipo de...
Wilson: Parece ser uma disputa contínua hoje em dia...
Chomsky: Sim, então, esse tipo de libertarianismo, aos meus olhos, no mundo atual, é só um chamado para alguns dos piores tipos de tirania, nomeadamente tirania privada sem limites ou responsabilidades (unaccountable). Anarquia é bem diferente disso.  Ela clama pela eliminação da tirania, todos os tipos de tirania. Incluindo o tipo de tirania que é interna à concentrações de poder privado. Então por que nós deveríamos preferi-la? Bom, eu acho que por que liberdade é melhor que subordinação. É melhor ser livre do que ser um escravo. É melhor ser capaz de fazer suas próprias decisões do que ter alguém para fazê-las e forçar você a segui-las. Eu quero dizer, eu não acho que você realmente  precisa de um argumento para isso. Parece ser...transparente. A coisa que você precisa de um argumento para, e deveria dar um argumento para, é, qual o melhor meio de avançarmos nessa direção? E tem muitos modos dentro da sociedade atual. Um modo, incidentalmente, é através do uso do estado, na medida em que ele é democraticamente controlado. Eu quero dizer ao longo prazo, anarquistas gostariam de ver o estado eliminado. Mas ele existe, junto com o poder privado e o estado está, ao menos até certo ponto, sob influência e controle públicos – poderia estar muito mais. E ele fornece instrumentos para restringir as muito mais perigosas forças do poder privado. Regras para segurança e saúde no trabalho, por exemplo. Ou garantindo que as pessoas tenham serviços de saúde decentes, digamos. Muitas outras coisas como isso. Eles não vão surgir pela porta privada. Muito ao contrário. Mas eles podem surgir através do uso do sistema estatal sob controle democrático limitado...para levar adiante medidas reformistas. Eu acho que essas são coisas excelentes para fazer. Eles deveriam estar esperando algo muito maior, muito além – nomeadamente democratização verdadeira, em escala muito maior. E isso é possível de não somente se pensar, mas de ser trabalhado. Então um dos principais pensadores anarquistas, Bakunin no século XIX, destacou que é bem possível construir as instituições de uma sociedade futura dentro da atual. E ele estava pensando sobre sociedades muito mais autocráticas do que a nossa. E isso está sendo feito. Então, por exemplo, empreendimentos controlados pelos trabalhadores e pela comunidade são germes de uma sociedade futura dentro da atual. E esses não somente podem ser desenvolvidos, mas estão sendo desenvolvidos. Existe um trabalho importante sobre isso feito por Gar Alperovitz, que é envolvido em sistemas empresariais a redor da área de Cleveand, os quais são controlados pelos trabalhadores e pela comunidade. Existe muita discussão teórica, a partir de várias fontes, sobre como isso poderia funcionar. Algumas das ideias mais desenvolvidas estão no que se chamam “parecon” – economias participativas- em literatura e discussões. E existem outras. Esses são no nível de planejamento e de idealização. E no nível de implementação prática, existem passos que podem ser tomados, enquanto também insistindo para superar o pior...os maiores males...causados por...concentração de poder privado através do uso do sistema estatal, enquanto o sistema atual existe. Então não existe carência de meios para se investir. E sobre socialismo de estado, depende do que alguém quer dizer pelo termo. Se for a tirania da variedade Bolchevique (e seus descendentes), nós não precisamos continuar nisso. Se for um estado social democrático mais expandido, então os comentários acima se aplicam. Se outra coisa, então o que? Era irá colocar a tomada de decisões nas mãos dos trabalhadores e das comunidades, ou nas mãos de alguma autoridade? Se a última, então – mais uma vez – liberdade é melhor do que subjugação e a última carrega um fardo muito pesado de justificação. 
Wilson: Muitas pessoas conhecem você por causa do desenvolvimento do Modelo de Propaganda, seu e de Edward Herman. Você poderia descrever brevemente esse modelo e por que ele poderia ser importante para estudantes universitários?
Chomsky: Bom, primeiro olhe pra trás um pouco – um pouco de contextualização histórica -  remontando ao fim do século XIX-, início do XX, uma boa quantidade de liberdade tinha sido ganha em algumas sociedades. No topo disso estavam, de fato, os EUA e a Inglaterra. De modo algum sociedades livres, mas por padrões comparativos bem avançadas nesse aspecto. De fato tão avançadas, que sistemas de poder – estatais e privados – começaram a reconhecer que as coisas estavam chegando a um ponto em que eles não conseguem controlar a população pela forção tão facilmente quanto antes, então eles  vão ter que buscar outros meios de controle. E esses outros meios de controle são controle de crenças e atitudes. E saído disso cresceu a indústria das relações públicas, a qual naqueles dias se descrevia honestamente como uma indústria de propaganda. O guru da indústria de RP, Edward Bernays – incidentalmente, não um reacionário, mas um liberal Wilson-Roosevelt-Kennedy – o primeiro manual da indústria de RP o qual ele escreveu nos anos 1920 se chamava Propaganda. E nele, ele descrevia, corretamente, que o objetivo da indústria. Ele disse: o nosso objetivo é garantir que a “minoria inteligente” – e é claro que qualquer um que escreva sobre essas coisas é parte dessa minoria inteligente por definição, por estipulação, então nós, a minoria inteligente, somos as únicas pessoas capazes de controlar as coisas. E existe aquela grande população lá fora, as “massas não lavadas”, as quais, se deixadas sem supervisão irão simplesmente arrumar problemas: então nós temos que, como ele disse, “fabricar o consenso deles”, descobrir modos de garantir que eles consintam como o nosso governo e dominação. E esse é o objetivo  da indústria de RP. E ele funciona de muitos modos. Seu compromisso primário é a publicidade comercial. Aliás, Bernays fez seu nome logo naquele tempo - fim dos anos 20 – fazendo uma campanha publicitária para convencer as mulheres a fumarem cigarros: mulheres não estavam fumando cigarros, esse grande grupo de pessoas que a indústria do tabaco não consegue matar. Então nós temos que fazer algo sobre isso. E ele de forma muito bem sucedida lançou campanhas que induziram mulheres a fumar cigarros: que seria, em termos modernos, a coisa descolada de fazer, você sabe, esse é o modo que você consegue ser uma mulher moderna e liberta. Foi muito bem sucedido -    
Wilson: Existe uma correlação entre aquela campanha e o que está acontecendo com a indústria petrolífera atualmente e a mudança climática?
Chomsky: Existem apenas alguns exemplos. Essas são as origens do que se tornou uma indústria enorme de controle de atitudes e opiniões. Agora a indústria petrolífera atualmente e o fato de que o mundo de negócios geralmente estão envolvidos em campanhas comparáveis para tentar sabotar os esforços para lidar com um problema que é ainda maior do que o homicídio em massa que foi causado pela indústria do tabaco; e foi homicídio em massa. Nós estamos encarando uma ameaça, uma ameaça séria de catastrófica mudança climática.E não é brincadeira. E a [indústria petrolífera] está tentando impedir medidas para lidar com ela pelos seus próprios interesses de lucro de curto prazo. E isso inclui não somente a indústria do petróleo, mas a Câmara Americana de Comércio – o principal lobby de negócios – e outros que declararam bastante abertamente que eles estão conduzindo...eles não a chamam de propaganda...mas o que seria equivalente a campanhas de propaganda para convencer as pessoas de que não existe perigo real e que nós não deveríamos fazer realmente muita coisa sobre isso e que nós deveríamos nos concentrar nas coisas que são realmente importantes como o déficit e crescimento econômico – o que eles chamam de “crescimento” – e não nos preocuparmos com o fato que a espécie humana está marchando para um penhasco que poderia ser algo como a destruição da espécie humana; ou no mínimo a destruição de uma possibilidade de vida decente para um número enorme de pessoas. E existem muitas outras correlações. Na verdade, de modo bem geral, publicidade comercial é fundamentalmente um esforço de sabotar mercados. Nós deveríamos reconhecer isso. Se você fez um matéria de economia, você sabe que mercados supostamente são baseados em consumidores informados fazendo decisões racionais. Dê uma olhada no primeiro anúncio que você ver na televisão e pergunte a si mesmo...isso é o propósito dele? Não, não é. É criar consumidores desinformados fazendo escolhas irracionais. E essas mesmas instituições lançam campanhas políticas. É maios ou menos o mesmo: você tem que sabotar a democracia tentando fazer pessoas desinformadas fazerem escolhas irracionais. E então esse é somente um aspecto da indústria de RP. O que Herman e eu estávamos discutindo era outro aspecto de todo o sistema de propaganda que foi desenvolvido aproximadamente nesse período e isso é a “fabricação do consenso”, como era chamado, [consenso] para as decisões dos nossos líderes políticos, ou os líderes da economia privada, para tentar garantir que as pessoas tenham as crenças certas e não tentem compreender o modo como as decisões estão sendo feitas por que isso não somente poderia machuca-las, mas machucar muitos outros. Isto é propaganda no sentido normal. E então nós estávamos falando sobre mídia de massas e a comunidade intelectual do mundo em geral, a qual é, em larga medida, dedicada a isto. Não que as pessoas vejam elas mesmas como propagandistas, mas...que elas são profundamente doutrinadas nos princípios do sistema, o qual impede que elas percebam muitas coisas que estão bem na superfície, [coisas] que seriam subversivas ao poder se entendidas. Nós damos muitos exemplos lá e existem muitos mais que você pode mencionar até o momento presente, alguns cruciais aliás. Isto é uma parte grande de um sistema geral de doutrinação e controle que funciona paralelamente do controle de atitudes e... compromissos consumistas, e outros instrumentos para controlar as pessoas. Antes você mencionou os estudantes. Bom, um dos problemas principais para os estudantes atualmente – um problema enorme – são as mensalidades subindo aceleramente. Por que nós temos mensalidades que são completamente desalinhadas com as de outros países, mesmo com a nossa própria história? Nos anos 1950, os Estados Unidos era um país muito mais pobre do que é hoje e no entanto, a educação superior era...mais ou menos de graça ou taxas baixas ou sem taxas para números enormes de pessoas. Não houve uma mudança econômica que tornou isso necessário, agora, de existirem mensalidades altas, muito mais do que quando nós eramos um país pobre.E para transmitir a mensage ainda mais claramente, se nós olharmos somente através das fronteiras, o México é um país pobre, no entanto, tem um bom sistema educacional com mensalidade gratuita. Houve uma tentativa do estado mexicano de aumentar as mensalidades, talvez alguns 15 anos atrás ou mais, e houve uma greve nacional dos estudantes que teve muito apoio popular e o governo recuou. Agora isso aconteceu recentemente em Quebec, em nossa outra fronteira. Atravesse o oceano: a Alemanha é um país rico. Mensalidade gratuita. Finlândia tem o sistema educacional mais bem qualificado do mundo. Gratuito...virtualmente gratuito. Então eu não acho que você pode fornecer um argumento que existem necessidades econômicas atrás da incrível alto aumento nas mensalidades. Eu acho que essas são decisões sociais e econômicas feitas por pessoas que determinam políticas. E [esses aumentos] são parte de, em minha opinião, parte de uma reação que se desenvolveu nos anos 1970 contra as tendências liberatórias dos anos 1960. Estudantes se tornaram mais livres, mais abertos, eles estavam lutando pela oposição à guerra, por direitos civis, direitos das mulheres...e o país simplesmente ficou livre demais. Aliás, intelectuais liberais condenaram isso, chamaram de uma “crise da democracia”: nós temos que ter mais moderação na democracia. Eles pediram, literalmente, por mais compromisso na doutrinação dos jovens, a frase... Nós temos que nos certificar de que as instituições responsáveis pela doutrinação dos jovens façam o trabalho delas, para que nós não tenhamos toda essa liberdade e independência. E muitos desenvolvimentos ocorreram depois disso. Eu não acho que nós tenhamos documentação suficiente para provar relações causais, mas você pode ver o que aconteceu. Uma das coisas que aconteceu era controlar os estudantes – aliás, controlar os estudantes para o resto da vida deles, por simplesmente aprisionando eles em dívida. Essa é uma técnica muito eficiente de controle e doutrinação. E eu suspeito – eu não posso provar – mas eu suspeito que isso seja uma grande parte do motivo por trás de [mensalidades altas]. Muitas outras coisas paralelas aconteceram. A economia toda mudou em modos significativos para concentrar poder, para sabotar os direitos e liberdades dos trabalhadores. Aliás, o economista que presidiu a Federal Reserve nos anos Clinton, Alan Greenspan – St. Alan como ele era chamado então, o grande gênio da profissão de economia que estava controlando a economia, altamente honrado – ele depôs orgulhosamente em frente ao congresso que a base para aquela grande economia que ele estava controlando era o que ele chamou de “crescente insegurança trabalhista”. Se os trabalhadores estão mais inseguros, eles não faram coisas como pedir por melhores salários e melhores benefícios. E isso é saudável para a economia de certo ponto de vista, um ponto de vista que diz que trabalhadores deveriam ser oprimidos e controlados e que a riqueza deveria ser concentraa em alguns pouquíssimos bolsos. Então sim, isto é uma economia saudável e nós precisamos de uma crescente insegurança trabalhista e nós precisamos de crescente insegurança estudantil, por razões semelhantes. Eu acho que todas essas coisas se alinham juntas como parte de uma reação geral – incidentalmente, uma reação bipartidária – contra tendências liberatórias que se manifestaram nos anos 60 e continuaram desde então. 
Wilson: [Finalmente,] Eu estou pensando se você poderia [finalizar com alguns conselhos para os estudantes universitários de hoje]
Chomsky: Existem bastante problemas no mundo hoje e estudantes encaram alguns deles, incluindo os que eu mencionei – a falta de emprego, insegurança e por aí vai. No entanto, por outro lado, houve progresso. Em muitos apectos as coisas estão muito mais livres e o avançadas o que elas eram....não muitos anos atrás. Tantas coisas que eram assunto de luta, aliás algumas que quase não era possível mencionar, digamos, nos anos 1960, estão agora...parcialmente resolvidos. Coisas como direitos das mulheres. Direitos LGBT. Oposição à agressão. Preocupação com o meio ambiente – o qual não está nem perto do que deveria estar, mas muito além dos anos 1960. Essas vitórias pela liberdadenão vieram de presentes de cima. Elas vieram de pessoas lutando sob condições mais severas do que são agora. Existe repressão estatal agora. Mas não chega nem perto de se comparar com digamos, Cointelpro nos anos 1960. As pessoas que não sabem sobre isso deveriam ler e pensar para descobrir. E isso deixa muitas oportunidades. Estudantes, você sabe, são relativamente privilegiados comparados ao resto da população. Eles também estão em um período da vida deles quando eles são relativamente livres. Bom, isso fornece todo tipo de oportunidades. No passado, tais oportunidades foram aproveitadas por estudantes que frequentemente estavam na vanguarda da mudança progressiva e eles têm muito mais oportunidades agora. Nunca vai ser fácil. Vai haver repressão. Vai haver reação. Mas esse é o modo que a sociedade avança.    
 *Versão traduzida desta entrevista: http://www.alternet.org/civil-liberties/noam-chomsky-kind-anarchism-i-believe-and-whats-wrong-libertarians

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