segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Alguns pontos sobre Na pior em Paris e Londres

Na pior em Paris e Londres

As impressões do autor sobre a pobreza:
“É muitíssimo curioso o primeiro contato com a pobreza. Você pensou tanto sobre ela  - é uma coisa que você temeu a vida inteira, uma coisa que sabia que ia acontecer com você mas cedo ou mais tarde, e ainda assim é tudo tão completa e prosaicamente diferente. Você achava que iria ser bem simples; é extraordinariamente complicado. Você achava que ia ser terrível; é apenas imundo e chato. A primeira coisa que você descobre é a baixeza peculiar da pobreza, as mudanças que ela impõe, a complicada mesquinhez, o desnudamento de si mesmo.
...
Você descobre a extrema precariedade de seus seis francos diários. Desastres banais acontecem e deixam você sem comida. Você gastou seus últimos oitenta cêntimos em meio litro de leite e o está fervendo numa espiriteira. Nesse momento, um percevejo desce pelo seu antebraço; você dá um piparote no inseto e ele, ploft!, cai direto no leite. Não há nada a fazer senão jogar o leite fora e ficar sem comer....
Você se perdeu e foi dar numa bairro respeitável, e vê um amigo próspero que se aproxima. Para evitá-lo, você se esconde no café mais próximo. Lá dentro, precisa comprar alguma coisa, então gasta seus últimos cinquenta cêntimos num copo de café com uma mosca morta dentro. Seria possível multiplicar esses desastres às centenas. Fazem parte do processo de andar duro.
Você descobre o que é sentir fome. Com pão e margarina no estômago, sai e olha as vitrines. Por toda parte, há comida te insultando em pilhas imensas, perdulárias: leitões inteiros, cestas de pães, grandes blocos amarelos de manteiga, fieiras de salsichas, montanhas de batatas, vastos queijos Gruyère do tamanho de rebolos. Diante de tanta comida, uma lamurienta autocomiseração o invade. Você planeja pegar um pão , sair correndo e engoli-lo antes que o alcancem; e só não o faz por pura covardia.” Pgs. 24, 25 e 26
Sobre o antissemitismo na fale de Boris, um russo amigo do narrador:
“Já lhe contei, mon ami, que no antigo Exército russo era considerado mau comportamento cuspir num judeu? Sim, achávamos que o cuspe de um oficial russo era precioso demais para ser desperdiçado nos judeus...”. Essa fala, apesar de rocambolesca, me fez pensar nos pogroms, os massacres que o exército russo fazia nas comunidades judias. Me lembrei também do pedófilo yuppie Woody Allen em resposta a algum hobby bobo ou qualquer coisa banal que a avó da namorada dele fazia, falou que a avó dele, quando jovem, estava ocupada demais tentando não ser estuprada por cossacos para e preocupar com isso ou algo do tipo.
De toda forma, é interessante ver a elite russa que se ferrou com a revolução russa, penando em Paris e a relação do narrador com eles. Uma passagem em que eles tentam vender artigos políticos falsos pra um falso aparelho comunista não tem preço!
Sobre a classe trabalhadora incorporar os discursos da elite e se identificar mais com os ricos do que com pessoas de sua classe:
“O ponto de vista do garçom é bem diferente. De certa forma ele também se orgulha de sua habilidade, mas ela é, principalmente, a de ser servil. O trabalho não lhe dá mentalidade de um operário, mas de um esnobe. Ele vive perpetuamente à vista de gente rica, fica ao lado de suas mesas, escuta suas conversas, puxa-lhes o saco com sorrisos e piadinhas discretas...está pensando: ‘um dia, quando eu tiver economizado dinheiro suficiente, poderei fazer como esse sujeito’...Por isso os garçons quase nunca são socialistas, não têm um sindicato eficaz e trabalham doze horas por dia - em muitos cafés trabalham quinze horas por dia, sete dias por semana. Eles são esnobes e acham a natureza servil de seu trabalho bastante apropriada.” Pgs. 90-91.
O diálogo dele com um mendigo que não se assumia como tal:
“Então, contei-lhe sobre o desperdício de comida na cozinha do albergue e o que pensava disso. E ele mudou imediatamente de tom vi que eu havia despertado nele o pew-renter* (*Aqueles que pagam para reservar seu assento nos bancos da igreja e, portanto, pertencem a uma classe social mais alto do que o proletariado) que há em todo trabalhador inglês. Embora tivesse passado fome como os outros, de imediato viu boas razões para jogar a comida fora, em vez de dar aos mendigos. Admoestou-me com severidade.
‘Eles têm de fazer isso’, disse ele. ‘Se tornarem esses lugares confortáveis demais, toda a escória virá para cá. É somente a comida ruim que mantém essa escória longe. Esses mendigos aqui são preguiçosos demais para trabalhar, esse é o problema deles. Você não vai querer encorajá-los. São uma escória.” Pgs. 222 e 221.
Sobre o lazer dos trabalhadores:
“Charlie, bêbado, meio que dançava e cambaleava com um copo de absinto falsificado em uma das mãos gordas, beliscando os seios das mulheres e declamando poesia. Havia gente jogando dardos e dados por bebida. O espanhol Manuel arrastava as garotas até o bar e esfregava o copo de dados na barriga delas para ter sorte. Madame F. ficava no bar e enchia rapidamente chopines de vinhos pelo funil de peltre, com um pano de prato úmido sempre à mão, porque todos os homens do salão tentavam arrastar a asa para ela. Duas crianças, filhas bastardas do pedreiro Louis, ficavam juntas num canto bebendo um copo de sirop. Todos estavam muito felizes, cheios da certeza de que um mundo era um bom lugar, e nós, um notável grupo de pessoas.”
...
“Por volta da uma e meia, a última gota de prazer já havia evaporado, deixando apenas dores de cabeça. Percebíamos que não éramos habitantes esplêndidos de um mundo esplêndido, mas um bando de trabalhadores mal pagos, miseráveis e tristemente bêbados. Continuávamos a beber vinho, mas apenas por hábito, e a coisa parecia subitamente nauseante. A cabeça inchava como um balão, o chão balançava, a língua e os lábios estavam manchados de roxo. Por fim, não fazia mais sentido continuar com aquilo. Vários homens saíam para o quintal atrás do bistrô e vomitavam. Arrastávamo-nos para a cama, caíamos meio vestidos e ficávamos ali por dez horas.
Quase todas as minhas noites de sábados eram assim. No total, as duas horas em que nos sentíamos perfeita e freneticamente felizes pareciam valer a dor de cabeça subsequente. Para muitos homens do bairro, solteiros e sem um futuro em que pensar, a bebedeira semanal era a única coisa que fazia a vida valer a pena.”

Acho que esses trechos, mais do que ilustrarem os diferentes estágios da embriaguez, revelam como relatos românticos podem ser enganosos sobre as vidas de trabalhadores super explorados e encobrir uma realidade penosa e desumana. No segundo parágrafo, a ilusão "idílica" é destruída junto com os momentos prazerosos de uma bebedeira.
Sobre o trabalho, exploração, alienação e o por que da classe média se identificar com os ricos e defender o status quo:
“Quero dar a minha opinião sobre a vida de um plongeur de Paris, se é que ela vale alguma coisa. Se pensarmos bem, é estranho que milhares de pessoas em uma grande cidade moderna passem suas horas de vigília lavando pratos em antros quentes e subterrâneos. A questão que levanto é por que essa vida continua, para que ela serve e quem quer que ela continue, e por quê. Não estou assumindo uma atitude meramente rebelde, fainéant. Estou tentando examinar o significado social da vida de um plongeur.
Creio que se deve começar dizendo que o plongeur é um dos escravos do mundo moderno. Não que haja necessidade de ter pena dele, pois está em melhor situação do que muitos trabalhadores braçais, mas ainda assim não é mais livre do se fosse comprado e vendido. Seu trabalho é servil e sem arte; pagam-lhe apenas o suficiente para mantê-lo vivo; só tem férias quando é demitido. Não tem condições de se casar e, se casar, sua mulher vai precisar trabalhar também. Exceto por um acaso feliz, não tem como escapar dessa vida, a não ser indo para a prisão. Neste momento, há homens com diploma universitário esfregando pratos em Paris de dez a quinze horas por dia. Não se pode dizer que é mera preguiça deles, pois um homem preguiçoso não pode ser um plogeur; eles simplesmente caíram na armadilha de uma rotina que torna impossível pensar. Se os plongeurs pensassem, teriam criado um sindicato há muito tempo e feito greve por um tratamento melhor. Mas eles não pensam, por que não tem tempo para isso; a vida que levam fez deles escravos.
A questão é: por que essa escravidão continua? As pessoas costumam dar de barato que todo trabalho é feito com um objetivo bastante justificado. Elas veem alguém fazendo um serviço desagradável e pensam que resolvem as coisas dizendo que aquele serviço é necessário. Mineração de carvão, por exemplo, é um trabalho duro, mas é necessário- precisamos de carvão. Trabalhar nos esgotos é desagradável, mas alguém precisa trabalhar nos esgotos. E o mesmo se dá com o trabalho do plongeur. Algumas pessoas precisam se alimentar em restaurantes e, portanto, outras pessoas devem lavar pratos oitenta horas por semana. É consequência da civilização e, portanto, inquestionável. Vale a pena examinar essa questão.
O trabalho de um plongeur é realmente necessário para a civilização? Temos uma vaga sensação de que deve ser um trabalho “honesto”, porque é duro e desagradável, e fizemos do trabalho braçal uma espécie de fetiche. Vemos um homem derrubando uma árvore e temos certeza de que ele está satisfazendo uma necessidade social, só porque usa seus músculos; não nos ocorre que talvez esteja cortando uma bela árvore a fim de abrir espaço para uma estátua horrenda. Creio que o mesmo ocorre com o plongeur. Ele ganha o pão com o suor de seu rosto, mas não se deve concluir daí que esteja realizando algo útil; ele talvez esteja apenas fornecendo um luxo que, muitas vezes, não é um luxo.
Como exemplo do que quero dizer com luxo que não são luxos, tomemos um caso extremo, como dificilmente se vê na Europa. Tomemos um puxador de riquixá indiano ou um pônei que puxa gharri, o carro de aluguel na Índia. Em qualquer cidade do Extremo Oriente há centenas de puxadores de riquixá, negros infelizes de cinquenta quilos vestidos com tangas. Alguns são doentes; alguns têm cinquenta anos de idade. Por quilômetros sem fim, trotam sob sol ou chuva, com a cabeça baixa, puxando pelos varais, o suor pingando de seus bigodes grisalhos. Quando andam demasiado devagar, o passageiro os chama de bahinchut. Ganham trinta ou quarenta rupias por mês e destroem seus pulmões em alguns anos. Os pôneis de carros de aluguel são bestas descarnadas e violentas que foram vendidas barato por terem poucos anos de trabalho pela frente. Seu dono considera o chicote um substituto da comida. O trabalho deles se expressa numa espécie de equação – chicote mais comida igual a energia; em geral, é cera de 60% por açoite e 40% de comida. Às vezes, têm uma imensa ferida ao redor do pescoço, de tal modo que puxam o carro o dia inteiro em carne viva. Porém, ainda assim é possível fazê-los trabalhar: é só uma questão de açoitá-los tanto que a dor de trás supera a da frente. Após alguns anos, até o chicote perde a eficácia e o pônei vai para o matadouro de cavalos velhos. São dois exemplos de trabalho desnecessário, pois não há uma verdadeira necessidade de riquixás nem de carros de aluguel; eles só existem por que os orientais consideram vulgar andar a pé. São luxos e, como qualquer um que tenha andado neles sabe, luxos muito pobres. Eles possibilitam uma pequena quantidade de conveniência, que de forma alguma justifica o sofrimento de homens e animais.
O mesmo acontece com um plongeur. Ele é um rei, se comparado com o puxador de riquixá ou com um pônei de gharri, mas seu caso é análogo. Ele é o escravo de um hotel ou restaurante, e sua escravidão é ais ou menos útil. Pois, afinal, onde está a real necessidade da existência de hotéis e restaurantes chiques? Supõe-se que eles devem proporcionar luxo, mas, na realidade, oferecem apenas uma imitação barata, zurrapa disso. Quase todo mundo odeia hotéis. Alguns restaurantes são melhores do que outros, mas é impossível conseguir em um restaurante uma refeição tão boa como a que se pode ter em casa pelo mesmo preço. Sem dúvida, hotéis e restaurantes devem existir, mas não há necessidade de que escravizem centenas de pessoas. O que gera o trabalho neles não são as coisas essenciais, mas as imposturas que supostamente representam o luxo. O requinte, como chamam, significa, na verdade, apenas o que os funcionários trabalham mais e os clientes pagam mais; ninguém se beneficia, exceto o proprietário, que logo comprará uma casa de campo em Deauville. Essencialmente, um hotel “requintado” é um lugar onde cem pessoas labutam como o diabo para que duzentas posam pagar os olhos da cara por coisas de que realmente não necessitam. Se o absurdo fosse eliminado dos hotéis e restaurantes, e o trabalho fosse feito com uma eficiência simples, os plongeurs talvez trabalhassem seis ou oito horas por dia, em vez de dez ou quinze.
Vamos dar de barato que o trabalho do plongeur é mais ou menos inútil. Então vem a pergunta: por que alguém quer que ele continue a trabalhar? Estou tentando ir além da causa econômica imediata e examinar que prazer alguém pode sentir ao imaginar homens lavando pratos pelo resto da vida. Pois não há dúvida de que algumas pessoas – confortavelmente situadas na vida – encontram prazer nesses pensamentos. Marcos Cato dizia que um escravo deve trabalhar quando não está dormindo. Não importa se o trabalho é necessário ou não, ele deve trabalhar por que o trabalho é em si mesmo bom – para escravos, pelo menos. Esse sentimento ainda sobrevive e criou montanhas de trabalho enfadonho e inútil.
Creio que esse instinto de perpetuar o trabalho inútil é, no fundo, simples medo da plebe. Essa gentalha (costumam pensar) é constituída por animais tão vis que se tornariam perigosos se tivessem lazer; é mais seguro mantê-los bastante ocupados para evitar que pensem. Se perguntarem a um homem rico que seja intelectualmente honesto sobre a melhoria das condições de trabalho, ele dirá algo assim:
‘Sabemos que a pobreza é desagradável; na verdade, uma vez que é tão remota, gostamos um pouco de nos angustiar com a ideia de sua desagradabilidade. Mas não esperem que façamos alguma coisa a respeito dela. Temos pena de vocês, classe baixas, tanto quanto temos pena de um gato com sarna, mas lutaremos como demônios contra qualquer melhoria de sua condição. Achamos que vocês estão muito seguros assim como vivem. O atual estado das coisas nos convém e não vamos assumir o risco de libertá-los, nem mesmo de uma hora extra por dia. Então, queridos irmãos, uma vez que vocês devem evidentemente sua para pagar nossas viagens à Itália, suem e que se danem.’
Essa é, particularmente, a atitude de pessoas inteligentes e cultas; pode-se ler a substância disso em centenas de ensaios. Muito poucas pessoas cultas têm menos de (digamos) quatrocentas libras esterlinas por ano e, naturalmente, ficam ao lado dos ricos porque imaginam que qualquer liberdade concedida aos pobres é uma ameaça a sua própria liberdade. Prevendo alguma sinistra utopia marxista utopia marxista como alternativa, o homem instruído prefere manter as coisas como estão. É possível que ele não goste muito de seus companheiros ricos, mas supõe que até o mais vulgar deles é menos inimigo de seus prazeres, mais seu tipo de gente, do que os pobres, e que é melhor defendê-los. É esse medo de uma plebe supostamente perigosa que faz com que quase todas as pessoas inteligentes tenham opiniões conservadoras.
O temor da plebe é um medo supersticioso. Baseia-se na ideia de que há alguma diferença fundamental e misteriosa entre ricos e pobres, como se fossem duas raças diversas, como negros e brancos. Mas, na realidade, não existe diferença. A massa dos ricos e dos pobres diferenciam-se por suas rendas e nada mais, e o milionário típico é apenas o lavador de pratos típico com roupa nova. Troquem-se os lugares e adivinhem quem é o juiz e quem é o ladrão. Quem quer que tenha se misturado em termos iguais com os pobres sabe disso muito bem. Mas o problema é que as pessoas inteligentes e cultas, exatamente aquelas que deveriam ter opiniões liberais, jamais se misturam com os pobres. Pois o que a maioria das pessoas instruídas sabe sobre a pobreza? Em meu exemplar dos poemas de Villon traduzidos para o inglês, o editor julgou necessário explicar o verso ‘Ne pain ne voyent qua’aux fenestres ’ em uma nota de rodapé, tão remota é a fome da experiência do homem culto. Dessa ignorância resulta naturalmente um medo supersticioso da plebe. O homem instruído imagina uma horda de sub-homens, desejosos apenas de um dia de liberdade para saquear sua casa, queimar seus livros e pô-lo a trabalhar cuidando de uma máquina ou varrendo um banheiro. ‘Antes qualquer coisa’, ele pensa, ‘qualquer injustiça, a libertar a plebe’. Não vê que, uma vez que não existe diferença entre a massa de ricos e a de pobres, não se trata de libertar a plebe. A plebe, na verdade, está livre agora e – na forma de homens ricos – está usando seu poder para montar enormes moinhos de tédio, tais como os hotéis ‘elegantes’.
Para resumir. O plongeur é um escravo, e um escravo mal utilizado, que executa um trabalho estúpido e, em larga media, desnecessário. Em última análise, ele é mantido no trabalho devido a um vago sentimento de que seria perigoso se tivesse horas vagas. E as pessoas instruídas, que deveriam estar do lado dele, concordam com o processo, porque não sabem nada sobre ele e, em consequência, têm medo dele. Falo do plongeur por que é o caso dele que estou examinando, mas isso se aplicaria também a incontáveis tipos de trabalhadores. Estas são apenas minhas próprias ideias sobre os fatos básicos da vida de um plongeur, apresentadas sem referências imediatas a questões econômicas e, sem dúvida, são obviedades em sua maioria. Apresento-as como uma amostra dos pensamentos que passam pela cabeça de quem trabalha em um hotel.” Pgs. 133-39.       
Enfim, um excelente livro (descontando algumas passagens antissemitas e xenófobas e algumas afirmações naturalizantes sobre as desigualdades de gênero na divisão do trabalho), o principal problema pra mim foram os comentários sobre a mendicância: os moradores de rua eram “fardos” e o autor discorre sobre como transformar esses homens em seres “úteis” para a sociedade e  ou as alegações do autor de que as mulheres eram uma minoria absoluta na mendicância “por que elas tem a opção de se ligar a algum homem” (fiquei pensando: esses dados estão corretos mesmo? E a prostituição???) ou seu deslize grave descrevendo as mulheres como meros objetos para que os homens possam satisfazer seus impulsos sexuais e suas carências emocionais.  Foi um pouco anticlimático, mas é importante levar em consideração que isso tudo foi escrito no início do século XX. 
Essa definitivamente foi uma leitura marcante. Recomendo! Não tem como ler esse livro e não notar a ironia  que é "A revolução dos bichos" ser usada como propaganda anticomunista.

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