Tive
uma noite meio ruim. É, esse blog tem tomado um tom de “querido diário”, já me
adianto ao seu julgamento, ou o que eu penso que seria o seu suposto
julgamento, querid@ leitor(a). Talvez, realmente, quem saiba, o meu conteúdo
seja bem pubescente (será?). Acho que no futuro posso escrever sobre Baudelaire
e literatura francesa do século XVIII e XIX (ou algum tema nessa linha
Darntoniana*).
Pois
é, depois de fazer toda essa divagação, tive uma noite meio ruim. Cheguei em casa e fui
fazer um omelete de atum. Separei 3 ovos. Quebrei um ovo, tudo bem, depois
quebrei o outro, só que ele estava podre. Enojado, joguei essa bagaça fora. Fiz
o mesmo processo de novo, porém, aconteceu a mesma coisa, na mesma ordem. Eu poderia
ser supersticioso, ter um pensamento mágico e relacionar os ovos podres com a
minha noite ruim. Para botar de outra forma, poderia ser místico, ou, pra dizer
o que eu realmente penso sobre essa categoria: pessoa ocidental, privilegiada e
com nível superior, mas que tá cagando pro método científico e acredita em milagres,
horóscopo ou em um deus pessoal que responde às suas orações, mas não tem muito
tempo para resolver as atrocidades que os macacos sem pelo cometem.
Esse
é o ponto da discussão/divagação que tenho que alertar que estou falando sobre
religiões monoteístas hegemônicas. Eu sei que europeus, gringos e brancos se
utilizam/ram da ciência para justificar colonialismo e opressão dos povos
indígenas, africanos e asiáticos. Eu sei
que a produção científica não é neutra e que muitos intelectuais
estão/estiveram do lado de impérios e legitimam/legitimaram inúmeras opressões.
Dito
tudo isso, sei que tem, talvez, um milhão de pessoas que foram cozinhar ovos e
tiveram o azar de quebrar ovos podres. Nesse universo, estou entre as pessoas que
tiveram uma noite ruim. Talvez eu seja um cientificista e uma série de outras
coisas escrotas, mas me lembrei que se você botar o ovo em um copo d’água e ele
não boiar, então tá de boa, por que só ovos podres boiam, parece que as
bactérias produzem metano e isso faz a podridão flutuar [insira uma metáfora
bonitinha]. Segui esse conhecimento e, muito importante, passei um pouquinho de
óleo na coisinha de fazer omeletes e ele não se despedaçou, aparentemente é uma
falha de caráter se você deixa ele se despedaçar.
*Robert
Darnton, historiador gringo.
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