Um
dia desse andei pensando sobre essa questão. O ato de ler tem uma herança
bastante aristocrática e excludente. Em um país como o nosso, em que teve um
dos regimes escravistas mais longos do mundo e continua sendo campeão em
desigualdade (e a pobreza tem cor), essa é uma questão mais interessante ainda
de ser pensada e discutida.
A pobreza tem cor, mas as pessoas que ocupam assentos de universidade e posições de poder e prestígio também tem cor (menos de 3% dos médicos são negros, procure aí pelo google).
O salário mínimo vale menos de mil reais, quem não tem nível superior, ou não arruma um jeito de explorar outras pessoas, pode se preparar para uma vida árdua de semi escravidão assalariada.
Dito tudo isso, o que eu pensei de original foi: o fetiche por ler e tornar isso conhecido, é algo que faz muito sentido em uma sociedade desigual, racista e segregada como a nossa. É uma questão de poder. Eu mesmo já calei pessoas mais velhas que eu com o saber que adquiri através da educação formal. Por outro lado, obviamente essa megalomania e egocentrismo provavelmente é comum em todas as sociedades capitalistas, apesar de eu achar que no periferia dele isso ser mais exacerbado, ainda mais em uma província como o Pará.
Voltando a questão da educação formal,
obviamente reconheço o valor da oralidade e dos saberes e culturas de povos tradicionais
e a importância do respeito à diversidade, porém acho insanidade a ideia de
algumas pessoas de que a instituição Escola não deveria existir ou do
paternalismo que para alguns basta só um tipo de saber e não o outro.A pobreza tem cor, mas as pessoas que ocupam assentos de universidade e posições de poder e prestígio também tem cor (menos de 3% dos médicos são negros, procure aí pelo google).
O salário mínimo vale menos de mil reais, quem não tem nível superior, ou não arruma um jeito de explorar outras pessoas, pode se preparar para uma vida árdua de semi escravidão assalariada.
Dito tudo isso, o que eu pensei de original foi: o fetiche por ler e tornar isso conhecido, é algo que faz muito sentido em uma sociedade desigual, racista e segregada como a nossa. É uma questão de poder. Eu mesmo já calei pessoas mais velhas que eu com o saber que adquiri através da educação formal. Por outro lado, obviamente essa megalomania e egocentrismo provavelmente é comum em todas as sociedades capitalistas, apesar de eu achar que no periferia dele isso ser mais exacerbado, ainda mais em uma província como o Pará.
Acredito que o que deve ser modificado é a forma como a escola é organizada
*pessoas que leem ressignificam o que leem
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