Toda
manhã depois de um consumo excessivo de álcool, quando você abre os olhos e
pequenos pedaços de memórias começam a voltar, é um momento Jekil and Hyde, mas
o Hyde é um disfarce que as pessoas se escondem, por que não querem encarar as
palavras ou atos que fizeram que fujam da normalidade, ou o impulso de ser
infiel (realizado ou não, depende do tipo de pessoa que você é), ou a vontade
de dizer o que você realmente pensa sobre alguém (é tão bom chamar um
academicista pelo que ele realmente é, ou mandar um reaça ir se foder).
Por
outro lado, o clichê diz: “o que as pessoas fazem quando estão embriagadas, é o
que elas não tem coragem de fazer sóbrias”. O que torna meio explicar por que
algumas pessoas urinam em igrejas ou escalam prédios históricos ou quebram
garrafas em paredes.
Uma
vez li um historiador, ele disse que a loucura é uma resposta inconsciente a uma
sociedade opressora, acho que a embriaguez pode assumir essas formas. As vezes
as pessoas se sentem sufocadas pelas limitações da rotina ou de uma vida sem
perspectivas ou de penúria, tal como o João Mau tempo, que se enforca em uma
árvore, logo no início de “Levantado do chão”.
A
vergonha é algo engraçado, por que a gente se importa com o que as outras
pessoas vão pensar de nós, mas não ligamos realmente para o que fizemos e esses
momentos tendem a se esvair como fumaça ou aquela poeira que podemos ver quando
tem um feixe de luz solar, por isso a regra de ouro, não dita, entre os bebedores: não
filme ninguém e cuide da sua vida. Acho uma ótima regra em vista que as pessoas
são singulares e tem diferentes níveis de sensibilidade e reagem de formas diversas a situações humilhantes (vide o caso das garotas que cometeram
suicídio com os vídeos de “revenge porn”).
De toda forma, isso não é um convite à inconsequência, simplesmente é um
pouco de cinismo sobre as engrenagens que giram e movimentam nossas mentalidade
e sociedade.
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