quarta-feira, 27 de setembro de 2023

A bilionésima ou zilionésima pessoa a falar sobre desamor

 Primeiro tenho que saber se o que eu senti foi paixão, amor, ou só um período de insanidade temporariamente renovada a mensalidade e estendida por uns 3 meses. Não estaria escrevendo e pensando obsessivamente nisso se não fosse no mínimo uma apaixonite ou amorzite. 

Caramba, a mensalidade é bem melhor na matrícula. O veículo sai andando. E quando o fim chega, tipo a música do The Doors, uma bagunça meio inspirada por álcool ou outro entorpecente, eu fiquei zonzo e me sentindo um adolescente. Pensando insistentemente em algo que já acabou e que a pessoa não tem interesse de me dar o que quero, ainda que, na minha obsessão, eu daria um rim pra ela. Ou até a gente se conhecer melhor e passar o encanto. 

Vi uma mulher na academia e era uma possível nova você, minha tinderela do inner circle. Que eu poderia usar os óculos da embriaguez de pseudo amor, tomar um LSD e exagerar as qualidades dela. Criar um monte de expectativas. Enfim, nada de muito original a dizer. Só que geralmente, existe a fala misógina sobre você estar bêbado o suficiente pra ficar com uma mulher feia. E que mala sem alça eu era pra falar uma babaquice dessa algum dia. 

De todo modo, voltando da divagação, acho que é só isso. A gente quer afeto e exagera as qualidades e ignora os defeitos por tempo x. Aí dá o tempo x, as qualidades somem e o número y de defeitos se tornam intoleráveis, ou outra desculpa pra descartar a pessoa e o relacionamento logo surgem. Tudo é muito rápido e fajuto. Essa é a sensação que sinto.

A mulher da academia pode ser uma pessoa maravilhosa. Ainda por cima, poderia me ver, pensar o mesmo de mim e desejar me conhecer. Aí eu digo pro meu cérebro de macaco sem pelo: nem! Viu só como é fácil você criar fanfic ou buscar sarna pra se coçar. Academia é só pra eu poder continuar comendo como se eu fosse um hutt do Star Wars sem infartar ou ficar diabético. E soltar parte da radioatividade que ficou presa dentro de mim quando Chernobyl explodiu e você partiu. Ou talvez foi uma barragem que rompeu, ou o vulcão que destruiu Pompéia (Etna? Não, Vesúvio). Foi uma falha catastrófica que insisti em ignorar e lá vão as pessoas do leste Europeu do meu coração se desfazerem pós contaminação com radiação, só por que fui negligente e imaturo.

15 minutos de esteira. É o que eu preciso para suar como um suíno antes do abate e pra esquecer um pouco o ruído, ficar me torturando com música romântica* e mais um pouco de você que ficou dentro de mim. Um monte de baboseira que precisava (?) escrever. O bom de escrever: me sinto mais estúpido a cada texto novo. Em breve, vou ser um mineral e não vou ter mais essas angústias.

*Ou melhor, já estou cortando esse masoquismo. Alimentar minha mente com qualquer coisa, menos com essa forma juvenil de amar e se apaixonar

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