Que deusa cruel ela é. Sua corte é cheia de gigantes de nuvem, água e areia. Eles vão correndo em uma praia de água salgada na nossa mente. A praia não tem fim e nós vamos segurando alguns pedaços deles por alguns segundos. Ganhamos o poder e maldição de visão de coisas que já não voltam mais. De um milhão de condições e cacarecos que precisamos comprar com nosso tempo de vida para adentrarmos, em farrapos, no salão da Felicidade.
O salão é uma ampulheta. Ela chacoalha e escorregamos lá de dentro enquanto grãos de areia caem em sobre nós. Todas os condicionantes e cacarecos já estão em desuso. Precisamos substituir por mais lixo de plástico e metal.
Nossa vida é tão curta e não aprendi nada. Talvez é o que eu sinta às vezes, mas só por que foi mandado por Ilusão, a irmã de Felicidade: precisamos ter isso; viajar pra outro lado do mundo, mas as fronteiras foram feitas para as pessoas e não o dinheiro, li em algum lugar que não me lembro; ser praieiro e cheio de gente feliz, colorida e bebericando drinks e isso é ser feliz.
Sou massinha de modelar e queria ser um porco espinho.
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