quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Normal

 Um bobo da corte que acha que é rei. Um navegante que cegou o barqueiro. Amarrei meu burrinho do lado de um tirano, do Rex e dos sauros.  Não tenho dinheiro pro caronte e nem pra botar nos olhos. Não tenho tino pra drama de novela mexicana, ou paciência pra gente que acha que eu sofro de algum retardo mental. Ódio até babar e rosnar que nem um cão. É melhor do que outras características dos cães: confiar em quem os alimenta. Quem disse que não é resto de comida, lixo ou veneno?! Confiar é uma loucura. Não sei em que diabos eu me fio pra confiar nos outros. Não consigo confiar nem na minha própria mente. Queria fazer alguma piada ou comentário inteligente com doidos e varreduras, mas somente os separo e vou pra raiz das palavras. Loucura, pouco me importo se foram os gregos ou romanos quem te pariram. Nós somos simplórios, mambembes e mequetrefes. Eu sou o rei dos mequetrefes e pangarés. Não conseguiria usar uma garrafa de refrigerante vazia como squeeze. E squeeze é o caralho! Só é garrafa d´água que vai sair da tua uretra com piss, urina ou mijo. Ou conseguiria, loucura é não querer se encaixar. Loucura é a contradição. Desdizer tudo que disse até aqui e não enxergar nenhum problema nisso. Não ter medo de morrer é a coisa mais lúcida que fiz nesses últimos tempos.

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