quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Hipóteses tiradas do cu e aleatoriedades que passavam pela minha cabeça enquanto mexia nas plantas

 Tenho 34 anos e sou de esquerda, além disso  sou professor de História, aí me encontro em uma posição engraçada:  cansado dessas bobagens panfletárias/simplórias de esquerda, talvez as pessoas sejam muito burras mesmo e necessitem que certos conceitos sejam desenhados de forma grosseira, batida e reducionista. Por outro lado, sou preguiçoso demais (sem falar que não vejo sentido ou benefício em gastar meu tempo estudando pra argumentar com quem não respeito) pra ler mais sobre certos temas, por exemplo, tem o bordão: você não odeia as segundas feiras, você odeia o capitalismo. É uma forma simples de falar sobre a alienação dos meios de produção, um conceito que acho que o Marx criou (e pouco me importa se foi outro velho barbudo e cheio de hemorroidas que criou). Você só vende a sua mão de obra, ou seja, o pouco tempo de vida que tens nesse planeta, vendes pra algum burguês filho da puta. 
Estava pegando o sol e plantando minhas rosas do deserto e refletindo sobre isso, me senti tão feliz e livre naquele momento, vi os passarinhos voando, cantando e pensei que quem dera que a gente vivesse em um sistema econômico que fosse centrado no bem estar e dignidade humanas e na preservação do meio ambiente. Você ter realmente liberdade pra decidir o que fazer do seu tempo, não ter chefe pra te infernizar e não querer ser chefe de ninguém pra explorar e infernizar os outros. Porém, vivemos em um sistema que visa o acúmulo ilimitado de capital na mão de uma elite minúscula de bilionários às custas da miséria de bilhões de pessoa e da destruição do meio ambiente.
Superficialidade é broxante e robotizante. Entretanto, também não me identifico com essa intelectualidade (real ou falsa, de esquerda de verdade, ou só mais um Fernando Gabeira pedindo pra acontecer) que regurgita cada maldito livro que lê, como se fosse algum grande feito, ou como se você fosse realmente capaz de compreender o sentido mais profundo do que alguns grandes intelectuais queriam dizer. E vá lá, vai que você seja um especialista no parasita do cu da formiga, parabéns pra você meu chapa, mas precisa ser tão prepotente, egocêntrico  e mala?!
Ah sim, uma hipótese tirada do cu: os cariocas classe média alta/ricos que "criaram" a Bossanova estão para o Samba como os roqueiros britânicos estão para o Blues. Um bando de gente privilegiada e mau caráter que ganhou dinheiro roubando música da periferia. Dava pra ler mais sobre isso, me falta ânimo ou paciência. Eu tenho quase certeza que estou certo, só por esse povo sudestino bunda mole e pseudo intelectual gostar dessa bosta de bossanova. E de como o blues e rap viraram rapidamente coisa chique e de branco (sim, eu sei que sou branco, mas ao menos não participei da rapinagem da arte negra e periférica).
Por fim, já que esse texto começou no nada e vai pra lugar nenhum: o jazz não parece um monte de barulho feito por esquizofrênicos que precisavam de tratamento ao invés de instrumentos musicais? Parte da poesia também me parece isso, só um monte de baboseira aleatória e gourmetizada.

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